Peter Steinberger, o criador do OpenClaw, deu uma ótima entrevista ao Bruno Romani, de O Globo, nesta semana.
No final de janeiro, antes do Fantástico exibir uma reportagem sobre o OpenClaw e o Moltbook, quem estava na primeira turma da formação em Gestão de IA ouviu deste professor que vos escreve exatamente o que Peter diz agora na entrevista.
Se você não estava lá, não se preocupe, eu também gravei um vídeo sobre o assunto pro meu canal. Eu não posto muito lá, mas em breve deve sair mais conteúdo com frequência, então, se inscreva.
Sobre a entrevista, vale prestar atenção especialmente na resposta da primeira pergunta.

Quem acompanha o mundo das big techs de IA percebeu que, ao longo deste ano, a OpenAI correu atrás do prejuízo para não ficar atrás da Anthropic. E conhecer um pouco de como essa reação aconteceu internamente ajuda a desmontar um discurso bastante repetido por aí — inclusive por gestores e líderes do nosso mercado de trabalho tradicional.
Peter diz que faltava foco à empresa. E, em determinado momento, solta esta frase:
“Nem nós temos um número ilimitado de pessoas.”
Você leu direito?
Vou repetir e colocar em negrito a parte que me choca:
“Nem nós temos um número ilimitado de pessoas.”
Uai!? Mas desde quando uma das maiores empresas de inteligência artificial do mundo precisa de pessoas? Não era para a IA fazer tudo?
A ironia é maravilhosa. Enquanto parte do mercado vende a inteligência artificial como justificativa para reduzir equipes indiscriminadamente, uma das empresas mais importantes do setor acaba de reconhecer que precisa escolher prioridades justamente porque não tem gente suficiente para fazer tudo.
Ou seja: a empresa que está na fronteira da automação continua enfrentando um problema profundamente tradicional de gestão: recursos limitados, escolhas difíceis e falta de foco.
A grande lição da IA para os gestores não é que agora podemos fazer tudo com menos gente. A verdade é que, nem mesmo com a melhor IA do mundo, nenhuma organização consegue fazer tudo ao mesmo tempo o tempo todo.
NO AR: INTELIGÊNCIA ORGÂNICA 🎙️ Reflexões sobre tecnologia, pensamento crítico e o que nos torna humanos.
🔹 EP.147 – O SONHADOR PRAGMÁTICO, A BURACOCRACIA DAS ONGS E A FORMAÇÃO TÉCNICA | CARLOS (INSTITUTO RECICLAR)
Carlos, diretor executivo do Instituto Reciclar, apresenta uma visão do Terceiro Setor e do seu impacto na inclusão de jovens da periferia. Desconstruindo os preconceitos que cercam a palavra “ONG”, ele demonstra como uma gestão profissional e um fundo patrimonial sustentam a formação de milhares de estudantes todos os anos. O episódio analisa a importância de preparar a base das soft skills no desenvolvimento de projetos, a burocracia que desestimula a doação no Brasil e a falta de continuidade em políticas públicas para o ensino técnico.
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🔹 EP.148 – BRIEFINGS EM IA, A REGRA DO TUDO PASSA E A “GRAMA DO VIZINHO” | MARCELO COSTA
O publicitário e jornalista Marcelo Costa, fundador da Edmis Social Media, traz uma reflexão bem-humorada sobre a rotina de uma agência de comunicação. Marcelo analisa a chegada massiva dos briefings de marketing gerados por IA — e como eles atrasam o fluxo de trabalho ao entregarem textos gasosos, sem objetivo claro. O episódio passa pelos tempos do fechamento de jornal, analisa por que o alcance orgânico virou uma miragem e mostra por que, em um mar de mensagens e superficialidade, um simples telefonema ainda é o método mais eficiente para resolver problemas.
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Até a próxima, Pedro Cortella.
